Na opinião de especialistas, o ecoturismo pode diminuir a exploração predatória dos recursos da floresta e gerar renda para administrar as áreas de proteção. Veja alguns exemplos bem sucedidos no Estado do Amazonas:
RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL MAMIRAUÁ
Localizada na confluência entre os Rios Solimões e Japurá, na cidade de Tefé, a reserva de Mamirauá foi a primeira unidade de conservação desta categoria implantada no Brasil, em 1996, graças à iniciativa do biólogo José Márcio Ayres.
De 1999 a 2006, o projeto de ecoturismo realizado na reserva gerou cerca de R$631.000,00 e a renda familiar da região aumentou.
A população local está sendo capacitada com cursos de primeiros socorros, governança, condução de roteiros e curso de lideranças, para trabalhar na prestação de serviços de hotelaria.
Sete comunidades rurais participam da atividade de ecoturismo. Ambas estão situadas próximas a Pousada Uacari, responsável pelos serviços e equipamentos turísticos oferecidos aos visitantes.
Os preços para os pacotes de viagem, de 03 a 07 dias, variam de R$1.000 a R$2.100 por pessoa. Os visitantes - 70% de origem estrangeira – contam com alimentação, transporte até a pousada e uma programação que inclui visita às trilhas e lagos para observação da fauna e visita às comunidades ribeirinhas e estações de pesquisa, onde os hóspedes podem interagir com pesquisadores e compreender a cultura local.
Através da Associação de Guias e Auxiliares de Ecoturismo (AAGEMAM), a comunidade divide os excedentes gerados pelo turismo, fornecendo produtos para a pousada, recepcionando e vendendo artesanato.
Em 2003, a Reserva Mamirauá ganhou o prêmio de Melhor Destino de Ecoturismo e o prêmio de turismo sustentável na categoria conservação (Smithsonian e USTOA).
“A participação comunitária e as bases científicas têm sido fatores fundamentais no sucesso do projeto” ressaltam os organizadores do projeto.
Para mais informações acesse: http://www.uakarilodge.com.br/
ASSOCIAÇÃO DE SILVES PELA PRESERVAÇÃO
AMBIENTAL E CULTURAL
Rodeada por lagos amazônicos dos mais variados tamanhos e formas, num ecossistema aquático rico e delicado, está a Pousada Aldeia dos Lagos, um projeto de ecoturismo comunitário realizado no município de Silves (200 Km, em linha reta, de Manaus), em uma cidade recheada de atrativos turísticos: limpa, arborizada, com casas coloridas, onde as praias de rio são uma atração à parte com sua areia branca e águas negras.
Fruto de um projeto realizado pela Associação de Silves pela Preservação Ambiental e Cultural (ASPAC), a pousada integra o primeiro empreendimento comunitário de Ecoturismo da Amazônia, e rende cerca de R$160 mil por ano, utilizados em benefício da conservação do sistema de lagos de pesca da região e para a melhoria da qualidade de vida dos ribeirinhos do município de Silves, que a gerenciam coletivamente.
Neste sentido, a ASPAC criou quatro tipos de áreas de pesca: Lagos de Procriação, Lagos de Manutenção, Lagos de Exploração Pesqueira e Lagos de Manejo. Juntos, permitem a reprodução dos peixes, a pesca artesanal de subsistência (para garantir a alimentação e a renda comunitária) e até a pesca comercial, respeitando algumas restrições governamentais de manejo.
A história da Associação remonta à década de 1980, quando missionários progressistas da Igreja Católica incentivaram a organização dos moradores de Silves em torno da defesa dos lagos do município, então ameaçados pela pesca descontrolada. Em 1993, o movimento se institucionalizou e foi criada a ASPAC.
Graças ao financiamento do governo da Áustria e da organização não-governamental WWF-Brasil foi construída a Pousada Comunitária Aldeia dos Lagos, que, atualmente, funciona sem apoio externo.
A pousada oferece 14 opções de passeio, que incluem piquenique na floresta, intercâmbio cultural, trihas, reconhecimento geográfico dos ecossistemas em torno da Ilha, pesca artesanal, passeios com canoa motorizada até os campos floridos da Várzea, dentre outros.
Nos postos de fiscalização flutuante da Aspac, pode-se assistir ao espetáculo improvisado dos botos durante o dia e, à noite, admirar as lanternas naturais formadas pelo brilho dos olhos dos jacarés.
A pousada recebe uma média anual de 300 turistas. A maior parte dos hóspedes (60%) são europeus, seguidos dos norte-americanos (20%). Os brasileiros representam apenas 10% dos visitantes.
Os preços variam de 368,00 a 879,00 dólares por pessoa, dependendo do número de pessoas por grupo, tempo de hospedagem e tipo de acomodação. Há descontos para grupos e crianças de até 12 anos de idade.
Veja tabela de preços e mais informações no site http://www.viverde.com.br/aldeia.html
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